Violência Doméstica. Incêndio. Armas proibidas. Prisão preventiva. MP. DIAP do Redondo

DIAP de Évora

Na sequência da detenção em flagrante delito pela GNR, o Ministério Público apresentou, esta terça-feira, 26 de maio, a primeiro interrogatório judicial um arguido, de 39 anos, português, indiciado pela prática do crime de violência doméstica agravada contra a companheira, também portuguesa, com 37 anos, e ainda dos crimes de incêndio e de detenção de arma proibida.

Encontra-se fortemente indiciado que, desde o início do relacionamento amoroso que perdura há cerca de 20 anos, o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e físicos à vítima, praticando-os na presença dos 5 filhos que têm em comum, atualmente com 18, 15, 13, 10 e 6 anos.

No dia de 25 de maio, após ter ingerido bebidas alcoólicas em demasia e encontrando-se sob o efeito de medicação, o arguido maltratou fisicamente a mulher, tendo, posteriormente, provocado um incêndio no barracão contíguo à habitação onde residia com as vítimas.

Só a pronta intervenção dos bombeiros impediu que o mesmo se propagasse, causando estragos a imóveis de terceiros.

O arguido detinha consigo duas armas de fogo que lhe foram apreendidas.

Os factos ocorreram no Redondo.

Realizado o interrogatório e verificados os perigos de fuga, continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, a qual obteve concordância judicial.

As investigações prosseguem sob a direção da secção do Redondo do DIAP de Évora, com a coadjuvação da GNR do Redondo.