Violência Doméstica agravada. Prisão preventiva. MP. DIAP de Évora

DIAP de Évora

Na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito por iniciativa do Ministério Público, foi presente a primeiro interrogatório judicial, na passada sexta-feira, um arguido, de 42 anos, indiciado pela prática do crime de violência doméstica agravado, contra a ex-namorada, de 41 anos. Arguido e vítima são de nacionalidade portuguesa.

Encontra-se fortemente indiciado que, desde o início do relacionamento, em junho de 2025, e após o termo da relação, em maio de 2026, o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos, psíquicos e físicos à vítima. Comportamentos que se intensificaram após a cessação do relacionamento, com o arguido a exercer forte controlo coercivo sobre as rotinas da vítima, perseguindo-a, quer pessoalmente, quer através de redes sociais, chegando mesmo a efetuar filmagens e a divulga-las a terceiros, sem o consentimento daquela, em aspetos da sua vida privada e íntima, além de proferir ameaças contra a sua vida e à de outras pessoas com quem a mesma se relacionasse.

O arguido possui vários antecedentes criminais registados por crimes contra as pessoas e contra o património alheio, inclusive pela prática dos crimes de homicídio tentado e roubos, tendo já cumprido penas efetivas, encontrando-se, atualmente e até outubro de 2027, em regime de liberdade condicional.

Realizado o interrogatório, e verificados os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, estatuto coativo acolhido judicialmente.

As investigações prosseguem sob a direção da 2.ª secção especializada do DIAP de Évora, com a coadjuvação do NIAVE da GNR.