Homicídio tentado. Sequestro. Violência Doméstica. Detenção de arma proibida Prisão preventiva. MP. DIAP do Redondo

DIAP regional Evora

Na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito por iniciativa do Ministério Público, realizou-se, ontem, o primeiro interrogatório judicial de um arguido, de 27 anos, de nacionalidade estrangeira, indiciado pela prática de crimes de homicídio tentado, sequestro, violência doméstica e detenção de arma proibida, praticados contra o filho de 2 anos, a ex-companheira e o seu atual namorado, também de nacionalidade estrangeira, com 27 e 24 anos, respetivamente.

O arguido encontra-se fortemente indiciado de maltratar física e psicologicamente, de modo reiterado, a ex-companheira durante o período em que conviveram, desde 2023, e após a separação, ocorrida em dezembro de 2025.

Desrespeitando a vontade desta vítima, que decidiu iniciar relação de namoro com outra pessoa, na madrugada do dia 5 de julho, no Redondo, o arguido invadiu a residência onde a mesma se encontrava, acompanhada pelo filho de ambos e pelo atual namorado e, além das agressões físicas que infligiu, fazendo uso de uma faca, desferiu dois golpes que atingiram o corpo do homem.

Após, o arguido encetou fuga do local levando consigo o filho, contra a vontade da mãe.

As vítimas alvo de agressões tiveram que receber assistência hospitalar.

A criança permaneceu em parte incerta até ao dia 6 de julho quando foi entregue às autoridades por elementos da família do arguido, existindo fortes suspeitas da comparticipação destes na manutenção da privação da liberdade do menor.

Realizado o interrogatório e verificados os perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, a qual obteve concordância judicial.

No dia em que foram emitidos os mandados de detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público requereu junto do juiz de instrução, a tomada de declarações para memória futura à vítima mulher, a qual foi alvo de deferimento judicial.

As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público do Redondo, com a coadjuvação da PJ de Évora.