Violência Doméstica agravada. Prisão preventiva. MP. DIAP de Évora
Na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito por iniciativa do Ministério Público, foi presente a primeiro interrogatório judicial, no dia 25 de julho, um arguido, de 26 anos, estrangeiro, indiciado pela prática de seis crimes de violência doméstica agravado contra a companheira, de 27 anos, os dois filhos em comum, com 3 anos e 18 meses, e, bem assim, 3 irmãos da vítima mulher, com 17, 15 e 12 anos.
As seis vítimas são também de nacionalidade estrangeira.
Encontra-se fortemente indiciado que, desde o início do relacionamento amoroso, em abril de 2018, até à data da sua detenção, o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, praticando-os na presença dos filhos menores que têm em comum.
Está ainda fortemente indiciado que maltrata física e psicologicamente os três irmãos da companheira, jovens que integravam o agregado familiar, inclusive demonstrando forte incompreensão e indiferença às incapacidades de uma das vítimas, por ser portadora de doença do foro mental, chegando mesmo a agredi-la por causa de comportamentos associados à sua especial e particular vulnerabilidade.
Os factos ocorreram em Vendas Novas.
Logo após ter tido conhecimento dos factos, já no decurso do mês de julho, o Ministério Público determinou a reabertura de um inquérito anterior, autuado em 2022, e que se encontrava arquivado por falta de prova.
Realizado o interrogatório e verificados os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, a qual obteve concordância judicial.
As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público (2.ª Secção especializada do DIAP de Évora), com a coadjuvação da GNR.